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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Cocaína

O que é cocaína ?


Pouca drogas tem recebido tanta atenção do publico quanto a cocaína.  Revistas , programas de televisão e documentário realizados , por gente famosa , como oceanógrafo Jacques Cousteau , falaram muito dela nos últimos anos . A cocaína, contudo não é uma droga nova ; já era usada pelos os índios da America do sul .
muito antes da chegadas dos conquistadores espanhóis . Há evidência arqueológica , de que os índios dos andes peruanos utilizam substancias á  base de cocaína  a mais de 3 mil anos. O tipo de cocaína usado hoje em dia entretanto só foi refinado em 1850 , e suas propriedades estimulantes chegaram a ser apreciadas no século passado  .
o Mito acerca de cocaína e seus efeitos  á amplo e fantasioso ; com exceção do trabalho do psicanalista austrálico , Sigmund Freud , realizado   a partir de 1880 , sus propriedades farmacológicas e efeitos não foram estudados sistematicamente , até 1970 , embora hoje conheça-se mito sobre a cocaína , as concepções errôneas ainda prevalecem como a crença de que a droga é relativamente inofensiva . A cocaína
é um acolóide   ( Substância química que contém nitrogênio , carbono , oxigênio e hidrogênio extraído das plantas )  Branco cristalino , derivado da Erythroxylon coca , planta que cresce abundantemente  nos Andes. A droga extraída das plantas das plantas em duas fases. Primeiro as folhas são colocadas em uma prensa junto com ácido sulfúrico , querosene ou gasolina e comprimidas até forma uma massa ou pasta , que contém 90%de sulfato de cocaína . Na segunda fase , para remover as impuseras remanescentes , esta pasta é tratada com ácido hidroclórico como solvente e produz o cloridrato de cocaína , branco e cristalino.


O cloridrato de cocaína pode ser introduzido no organismo por aspiração , ingestão ou injeção . Apenas a cocaína pura costuma ser usada como fumo ; nesse caso ,ela deve ser submetida a um tratamento conhecido como freebasing . para isso , mistura-se o cloridrato de cocaína com bicarbonato de sódio ou água hidróxido de amônia . A cocaína considerada como uma base é então separada da água por meio de solvente volátil , como éter . A base de cocaína ao contrario cloridrato de cocaína não é solúvel em água e pode então ser usada como fumo devido ao seu alto preço considerasse a cocaína uma droga da elite .Em meados anos 80 uma grama custava entre 50 e 120 dólares , e essa quantidade pode ser consumida em uma única noite por uma ou duas pessoas. O preço exorbitante , no entanto favoreceu a associação entre o uso e pessoas fascinantes e ricas, e essa imagem foi, pelo menos em parte, responsável pelo aumento da popularidade da droga durante a década de 70, especialmente após 1976. Apesar do preço, a cocaínaencontra-se presente em todas as camadas econômicas da sociedade. Embora o número de pessoas que usam cocaína pela primeira vez tenha se estabilizado, a crescente disponibilidade da droga contribuiu para o aumento da frequência e da quantidade consumida por pessoa. Como resultado, mais pessoas enfrentam problemas relacionados com a cocaínae procuram tratamento para se livrar da droga.
COMO A COCAÍNA É CONSUMIDA? - Apesar de muita gente acreditar o contrário, a cocaína é imediatamente absorvida pela corrente sanguinea quando ingerida por via oral. Os índios pré-colombianos que viviam na região andina mascavam as folhas de coca e até hoje esse é o principal modo de uso de cocaina nessa região. Um dos principais motivos que levavam os índios a usar adroga foi o fato de ela ajudar a vencer a sensação de cansaço e de fomeComo os efeitos da droga não são duradouros - de uma a duas horas, quando mascada -, os índios mantinham as folhas mastigadas dentro da boca, de modo que ao longo do dia fossem liberadas baixas concentrações de cocaina. Quando se mastigam as folhas, a cocaína é absorvida através das membranas da boca; se forem engolidas, a absorção faz-se no estômago e nos intestinos. Os índios peruanos misturam as folhas de coca com cal ou cinzas para facilitar a absorção da droga. Fora dos países produtores, a cocaína é mais frequentemente usada na forma de pó, que é absorvido pelas membranas mucosas da bocapelos canais nasais e pelo trato gastrintestinal. O que explica a preferência pelo pó é a dificuldade para se contrabandear grandes quantidades de folhas de cocaatravés de fronteiras. Consequentemente, é o cloridrato de cocaína, extraído das folhas de coca, que constitui problema fora dos países andinos, para onde é transportado e vendido ilegalmente. Para elevar os lucros, ocloridrato de cocaína costuma ser diluído ou adulterado com açúcaresanfetaminas ou anestésicos, produtos mais baratos e acessíveis nas regiões onde a droga será consumida. Assim, a cocaína vendida aos usuários tem uma pureza de apenas 12 a 75% e expõe o consumidor a outras substâncias, desconhecidas e potencialmente perigosas.
No final do século XIX, a cocaína às vezes era ingerida oralmente, após ser dissolvida em elixires e vinhos. Essas soluções eram anunciadas como drogas milagrosas capazes de curar todos os malesreduzir a fadiga emelhorar a disposição. Embora a cocaína possa provocar seus efeitos característicos quando ingerida em solução, eles são relativamente menos intensos que os efeitos provocados quando consumida de outras maneiras.
1)- A Via Intranasal - Atualmente a "cafungada", ou via intranasalé o meio mais
difundido de consumir cocaína. Normalmente os usuários compramcocaína em pó, que é a forma mais comum do cloridrato. O pó é dividido em carreiras para facilitar a inalação; o usuário aspira-o através de um tubo. Poucos segundos após a aspiração, a pessoa experimenta uma sensação de adormecimento do nariz e depois uma "friagem", que dura aproximadamente cinco minutos. Ocorre então uma crescente sensação de alegria, euforia e energia. o "vôo" alcança seu ponto máximo em dez a vinte minutos e termina quase completamente em uma hora. Os efeitos estimulantes duram de vinte a quarenta minutos. Na tentativa de manter o "vôo", muitos usuários voltam a cheirar em intervalos regulares (a cada trinta minutos por exemplo), até que a droga se acabe.
2)- Via Intravenosa - Os usuários tidos como mais experientes ou de maior frequência administram a droga por via intravenosa. A dose normal costuma ser de 10 mg. Embora muitos dos efeitos fisiológicos esubjetivos da droga sejam os mesmos que os produzidos por ingestão intranasal, ao injetar a droga os usuários podem experimentar um "baque" (aceleração) intenso em apenas um ou dois minutos. Esse "baque" dissipa-se depois de trinta minutos, e os usuários frequentemente repetem a experiência injetando-se mais droga. Demonstrou-se experimentalmente e por meio de depoimentos de usuários que a via intravenosa exige uma dose menor em relação à via intranasal. Por outro lado, os usuários por via intravenosa ficam mais propensos a uma nova injeção para restaurar os efeitos. Em consequência, tendem a intensificar o uso até que eles próprios, ou o seu suprimento da droga, se esgotem3)- Cocaína Como Fumo - O hábito de fumar pasta de coca é comum no PeruEquadorColômbia eBolívia, países em que esta forma da droga encontra-se amplamente disponível; aí, a prática de fumar pasta de coca transformou-se em verdadeira epidemia entre os adolescentes, principalmente do sexo masculino. Como é comum fumar compulsivamente, isso implica no consumo de grandes quantidades de droga. Os usuários peruanos, por exemplo, às vezes chegam a fumar 60gde pasta de coca de uma única vez. A pasta seca, que contém de 40 a 90% de sulfato de cocaína, é misturada num cigarro de tabaco ou de Cannabis Sativa (maconha). A euforia e o estímulo do Sistema Nervoso Central(SNCsão quase imediatos, por causa da rápida absorção da cocaína inalada nos pulmões. Entretanto, osefeitos agradáveis são relativamente passageiros e, mesmo que a concentração da droga no sangue permaneça alta, os fumantes de cocaína tornam-se ansiosos, irritáveis e deprimidos em poucos minutos. Para evitar essa reação indesejável, eles às vezes continuam a fumar pasta de coca por várias horas, embora dificilmente retornam à euforia inicial. A permanência do hábito de fumar cocaína pode trazeralucinações e comportamento psicótico. Além disso, muitas das impurezas da pasta de cocaína, como oquerosene, podem ter seus próprios efeitos tóxicos. Até a pouco tempo atrás, o uso da pasta de cocaína - conhecida no Peru como PBC, iniciais de pasta básica de coca - não se tornou muito difundido fora dos países produtores de folhas de coca. Mas isso pode mudar, porque a pasta, que requer apenas um processamento rudimentar, é mais barata que o cloridrato de cocaína. Por outro lado, a venda da pasta de cocaína é certamente, muito menos lucratica para os traficantes, pois normalmente o cloridrato de cocaína apresenta-se adulterado, o que aumenta o lucro dos traficantes - é muito mais difícil fazer o mesmo com a pasta básica de coca. A pasta também é mais volumosa e, portanto, mais difícil de transportar.
O processo de freebasing, outra maneira de fumar cocaína, está se tornando cada vez mais conhecido (final da década de 80 para 90), principalmente nos Estados Unidos. O cloridrato de cocaína é convertido para uma forma que serve para ser fumada utilizando-se o processo químico já descrito. Fuma-se o freebasing em um narguilé, espécie de cachimbo d'água, da mesma forma como alguns usuários fumam maconha ou haxixe. Apenas 05 a 06 % da droga passam através do tubo do cachimbo, porque a maior parte da cocaína perde-se pela condensação e pela fumaça que escapa. Daí a necessidade de usar grandes quantidades de cocaína no processo de freebasing. Uma única inalação requer aproximadamente 100 mg, e os usuários às vezes consomem até 30 g ou mais num período de24 horas. Fumar essa mistura é a forma mais cara de consumo de cocaína(década de 80 para 90). Por que, então, o freebasing tornou-se tão popular nos Estados Unidos nesta época? A principal razão alegada é que, da mesma forma que o processo intravenoso, este método produz uma excitação intensaO processo defreebasing proporcionaria sensações subjetivas de vigor e prazer mais acentuados que qualquer outro método de administração. E também provoca um maior desejo por outra dose de cocaína do que a administração intravenosa. Mas o processo de freebasing é, também, a forma mais perigosa de abuso dacocaína. Vários estudos mostraram que o freebasing danifica os pulmões e desencadear sérios problemas de saúde, como a queima não prevista dos solventes inflamáveis usados no processo de extração da droga, que podem, eventualmente, provocar exploções com resultados fatais. O USO DA COCAÍNA: HISTÓRIA, EXEMPLOS, TENDÊNCIAS
Jarro de 1.500 anos de idade, que mostra um rosto com as bochechas cehias de folhas de coca, revela que o hábito de mascar estas folhas já existia entre a população indígena que habitava as montanhas andinas.
Muito antes da descoberta do processo da extração da cocaína, os índios do Peru e de outros países sul-americanos já mascavam as folhas da coca. Como não há registros históricos dessa prática, o conhecimento acerca do assunto nesse período deves-e a fontes arqueológicas. Os desenhos que ilustram peças de cerâmica encontradas em várias localidades situadas no noroeste da América do Sul fornecem evidências de que o hábito de mascar folhas de coca já fazia parte da cultura indígena antes da ascensão do império Inca, talvez já nos idos de 3.000 a.C., e que os efeitos da coca sobre a disposição e o comportamento eram apreciados pelos indios.A planta de coca era tida como um presente dos deuses e usada em rituais religiosos, funerais ou em certas ocasiões específicas. Um exemplo: como não existiam cavalos entre os incas, o único meio de comunicação entre as regiões do império eram os mensageiros. Eles corriam por longas distâncias nas montanhas andinas, onde até andar é difícil, devido a redução de oxigênio consequente da altitude. Os mensageiros, no entanto, conseguiam atravessar essas distâncias rapidamente, mesmo sem comida e água, mascando as folhas de coca. Quando os espanhóis chegaram, no século XVI, o império inca encontrava-se em declínio. Nessa época, a coca já não era mais usada apenas pela classe dominante ou associada aos rituais.Embora ainda ocupasse um lugar importante nas manifestações religiosas e culturais, há evidências de que muitas pessoas consumiam coca no dia-a-dia. Num primeiro momento, os espanhóis tentaram proibir os índios de mascar coca porque acreditavam que ela seria uma barreira para a conversão dos nativos aocristianismo. Logo, entretanto, perceberam que poderiam forçar os silvícolas, já então escravizados, trabalhar arduamente nas minas de ouro e prata se permitissem o uso da coca, apesar das condições adversas proporcionadas pela altitude. Tornou-se, então, uma prática corrente pagar o trabalho dos índios com folhas de coca. Os espanhóis cultivaram a planta e, ao contrário da época do império inca, o consumo diário de folhas tornou-se muito frequente entre os índios. As folhas de coca foram levadas para a Europa pelos exploradores no século XVI, na mesma época em que outras substâncias psicoativas naturais, como o café, ochá e o tabaco, começavam a ser consumidas naquele continente. Mas, ao contrário destas substâncias, asfolhas a coca não conseguiram popularidade até o século XIX. Isso deve-se, certamente, à sua deterioração durante o transporte. As condições dos porões dos navios durante as longas viagens, com muito calor e umidade, aniquilavam as qualidades do produto. Consequentemente, os efeitos das folhas de coca importadas eram reduzidos e não despertavam maior interesse.
A Sintese da Cocaína
Em 1885, o químico Gaedecke extraiu um resíduo oleoso das folhas de coca, e com isso produziu umasubstância cristalina à qual deu o nome de "eritroxilina". Sete anos depois, Albert Neimann, assistente deFriedrich Wohler, o "pai da química orgânica", extraiu dessa substância a cocaína refinada. Apesar de já se conhecer a estrutura química da cocaína desde o fim do século XIX, somente em 1955 ela pôde ser comprovada. A incerteza acerca da estrutura química da droga sintetizada, porém, não impediu o seu consumo.O uso - e o abuso - da cocaína alastrou-se rapidamente depois que Niemann conseguiu efetuar o seu refino, e a pesquisa sobre os efeitos da droga, tanto em animais como em seres humanos, começou a ser incrementada. Em 1883, por exemplo, Theodor Aschenbrandt, um cirurgião do exército, escreveu exaustivamente sobre a utilidade da cocaína para acabar com o cansaço nas batalhas e fazer com que soldados feridos lutassem. Seu trabalho chamou a atenção de Sigmund Freud, então jovem neurologistavienense, que se dedicou ao assunto. Até bem pouco tempo atrás, a mais completa descrição dos efeitos psicológicos e fisiológicos da cocaína encontrava-se na obra de Freud, mais precisamente no "Uber Coca".Freud também fez experiências minuciosas acerca dos efeitos da cocaína na energia musculardo seu tempo de reação e de sua influência na disposição psicológica.
Em 1862, Albert Nieman extraiu um alcalóide da coca, que denominou "cocaína". Logo apósa descoberta, iniciaram-se pesquisas detalhadas sobre os efeitos da droga e sua possível aplicação na medicinaComo resultado de suas pesquisasFreud chegou a acreditar que a cocaína era uma droga miraculosa, capaz de curar vários males e de tornar mais agradável a vida normal. Em "Uber Coca", Freud sugeria o uso dacocaína para uma infinidade de propósitos terapêuticos, como:
aumentar a capacidade física de uma pessoa durante períodos estressantes (isto é, em situações de guerra, em jornadas prolongadas, ao escalar uma montanha);
restaurar a habilidade mental prejudicada pela fadiga;
melhorar as "debilidades psíquicas", como a melancolia (termo antigo para "depressão").
Freud também recomendava a cocaína para distúrbios estomacais, mesmo aqueles que eram o simples resultado de uma refeição muito pesada, assim como para a asma e doenças supostamente causadas pela degeneração dos tecidos. As doenças que Freud e vários oputros médicos proeminentes do século XIXacreditavam poder ser curadas pela cocaína compõem uma lista realmente impressionante, o que provavelmente contribuiu para difundir a crença de que a cocaína podia curar tudo, até mesmo a sífilisMas a pretenção mais incrível, promovida pelo próprio Freud, era de que a cocaína poderia servir de cura para a dependência da morfina e do álcoolPara fazer tal afirmação, Freud baseou-se em informações obtidas, em grande parte, em relatórios publicados em jornais médicos. Folhetos promocionais de empresas farmacêuticas americanas divulgavam que "na cocaína temos um remédio cuja ação fisiológica e efeitos terapêuticos, conforme foi relatado por competentes observadores, não deixam dúvidas de sua grande eficácia no tratamento do alcoolismo, de sua ação específica no alívio para as vítimas do hábito do ópio".Freud também parecia convicto disso, e chegou afirmar que "o tratamento para a depoendência de morfina com coca, portanto, não resulta simplesmente na substituição de um tipo de dependência por outra; não transforma o dependente em morfina num coquero".
Freud (esquerda) receitou cocaína para combater a dependência em morfina de Ernst von Fleischl-Marxow(direita). O paciente, porém, tornou-se dependente de ambas as drogas e morreu intoxicado por morfina.
Os propalados benefícios da cocaína motivaram o surgimento, na Europa e nos Estados Unidos, de uma grande variedade de preparados à base de coca, inclusive tônicos e remedios patenteados. Um dos mais famosos era um vinho com coca comercializado com o nome de "Vinho Mariani", cujos anuncios citavam depoimentos de autoridades e gente famosa, como Júlio Verne e Thomas Edson, falando das qualidades do vinhoA Coca-Cola era outra bebida que continha cocaínaEra anunciada pela propaganda como "o tônico do cérebro e a bebida da efervescência intelectual". Embora a cafeína tenha substituído a cocaína da Coca-Cola, até hoje a bebida é aromatizada com folhas de coca descocainizadas.
Nas duas últimas décadas do século XIX, a cocaína desfrutava de boa reputação, mas na virada do século seupotencial de abuso começou a ser notado. Um dos casos mais trágicos foi o que ocorreu com um grande amigo de FreudErnst von Fleischl-Marxow, que era dependente de morfinaDepois que Freud o tratou com cocaína, Fleischl-Marxow mergulhou nesta droga rapidamente e começou a usá-la em demasia. Um ano mais tarde, ele estava tomando tanta cocaina que ficou com psicose tóxica e, mais tarde, veio a falecerEmbora o próprio Freud continuasse a usar a cocaína por muitos anos, ele e outros colegas, depois disso, passaram a escrever sobre os horrores da droga. Um cientista daquela época afirmou que a cocaínaera "o terceiro flagelo da humanidade" (depois do álcool e do ópio).

Papa Leão XIII e o escritor Julio Verne foram duas entre muitas personalidades famosas que elogiaram o "Vinho Mariani", uma mistura de vinho e de folhas de coca lançada em 1865.
Nos Estados Unidos difundia-se a crença de que o uso da cocaína pelos negros lhes proporcionava poderes sobre-humanos. Há notícias de que agentes de polícia do sul daquele país usavam armas de grosso calibre para se proteger da suposta ameaça dos negros que usavam cocaína durante disturbios de rua. Esse temor das monorias, junto com o conhecimento cada vez maior sobre o abuso da cocaína, teria levado os governos de vários Estados a restringir o uso da droga. Foi assim que, em 1914, o Ato de Narcóticos Harrisonproibiu, em todo o país, o uso da cocaína em remédios patenteados e tornou ilegal o seu uso para fins recreativos. Como resultado dessas medidas, a fabricação, distribuição e o uso da cocaína passaram a ser estreitamente controlados. Desde os anos 30 até o fim da década de 60, o abuso de cocaína tornou-se praticamente inexistente, a não ser entre pessoas do meio artístico.
O inventor norte-americano Thomas Edison também elogiou as qualidades do "Vinho Mariani". Em 1988 aCoca-Cola, que então continha cocaína, era anunciada como "a bebida que acaba com a exaustão".
Há várias explicações plausíveis para essa queda do uso da droga, além da sua proibição. Em 1932foi sintetizada a anfetamina, um estimulante psicomotor poderoso com propriedades semelhantes às da cocaína, e parece que essa droga substituiu a cocaína, pois era barata e fácil de se conseguir com os médicos, como parte de um tratamento para emagrecer. Mas a utilidade da anfetamina no combate à obsidade era secundária e, além disso, efeitos adversos graves, como danos cerebrais, puderam ser associados ao seu uso.Restringiu-se o acesso à droga quando, finalmente, percebeu-se a extensão do seu abusoEm 1972, o Foo and Drug Administration (FDAcolocou a produção e distribuição da anfetamina sob rígido controle. E, como uma droga potencialmente perigosa, passou a ser receitada pelos médicos com muito cuidado.
A COCAÍNA NOS ANOS 70
Enquanto os males da anfetamina eram divulgadaos, algumas pessoas afirmavam que a cocaína não tinhaefeitos tóxicos significativos. Poucas mortes por overdose de cocaína foram confirmadas, e parecia que algunsusuários de cocaína chegaram a procurar auxílio médico ou tratamento. O resultado foi que muita gente chegou à conclusão equivocada de que a cocaína era uma droga segura. Um relatório da Comissão Nacional de Maconha e Abuso de Drogas, de 1973, afirmava que não se observou grande ônus social provocado pelacocaína nos Estados Unidos. Devido à publicidade negativa sobre a anfetamina, que foi abandonada imediatamente, e aos boatos de que a cocaína parecia não apresentar a toxidade da anfetamina apesar dos seus efeitos semelhantes, esta acabou sendo redescoberta como uma droga recreacional na década de 70. O potencial de abuso da cocaína, no entanto, havia sido predito por vários especialistas. Os médicos D.R. WessonD.E. Smith afirmaram: "se a droga fosse mais prontamente disponível a a um custo substancialmente mais baixo, ou se rituais socioculturais aprovassem e incentivassem uma dose média maior, poderiam se desenvolver exemplos de abuso mais destrutivos". No início da década de 70, o abuso da cocaína ainda não havia se tornado um problema significativo. O uso era quase exclusivamente por via intranasala incidência de dependêncisa crônica era baixa; e não havia confirmação de evidências de mortes por overdose. Desde então, a situação mudou de forma dramática.
UMA EPIDEMIA DOS ANOS 80
Dados da Pesquisa Nacional de Domicílios, patrocinada pelo National Institute on Drug Abuse, dos Estados Unidos, indicam que aqueles que experimentaram cocaína pelo menos uma vez passaram de 5,4 milhões em1974 para 21,6 milhões em 1982 - um aumento de quatro vezes. Em 1977 havia, aproximadamente, 1,6 milhão de usuários regulares (definidos como pessoas que usavam cocaína pelo menos uma vez ao mês), que aumentaram para 4,3 milhões em 1979. este último número manteve-se constante até 1982A procura de tratamento e a incidência de crises que exigem assistência médica relacionadas ao uso da cocaína também cresceram dramaticamente desde 1976. Os dados que refletem o crescimento das consequências maléficas relacionadas à cocaína são coletados pelo National Institute on Drug Abuse através do Drug Abuse Warning Network (DAWN). Este sistema utiliza informações fornecidas por hospitais e prontos-socorros. Os dados do DAWN indicam que a incidência de problemas médicos e mortes relacionados à cocaína triplicaram entre 1976 e 1981, e houve um aumento assustador nas ocorrências de prontos-socorros causadas pelacocaína no ano de 1983. Além disso, a combinação de cocaína com outras drogas é citada como a causa de mais de 60% dos casos de emergência envolvendo a cocaína. De acordo com os relatórios do DAWN, a combinação citada em segundo lugar era o "coquetel", ou "dinamite" (mistura de heroína e cocaína). Entre asdrogas usadas em combinação com a cocaína há tranquilizantesálcool e maconha. Pessoas com menos de 20anos usam a maconha junto com a cocvaína com maior frequência. As inscrições em programas de tratamento para problemas causados pela cocaína aumentaram cinco vezes desde 1976. E essa tendência crescente pareceu continuar. Em 19837,3% de todas as inscrições em clínicas de drogas eram devidos a problemas diretamente provocados pela cocaína, e esse número aumentou para 13,9% no primeiro semestre de1984.
QUEM USA COCAÍNA? -
Os indivíduos que usam ou abusam da cocaína podem ser encontrados em todos so grupos raciais, geográficos e profissionais da sociedade, em qualquer parte do mundoUm estudo de 1982 mostrou que os homens (28%eram mais habituados ao uso da droga do que as mulheres (16,3%na faixa etária de 18 a 44 anos, mas pesquisas indicaram que a diferença relativa ao sexo, dos consumidores está diminuindo. No passado, o uso da cocaína costumava ser associado a certos profissionais, como médicos, advogados, atletas e gente de teatro, cinema ou televisão. Seu alto custo transformava a cocaína no "champanhe das drogas", restrita a pessoas que dispunham de uma renda considerável. Com a maior divulgação da droga num passado mais recente, a maior parte dos usuários regulares de cocaína apresentava renda média acima de25.000 dólares anuais, e muitos deles gastavam mais de 500 dólares por semana com cocaína. Em alguns casos extremos, indivíduos chegaram a gastar uma soma de 3.200 dólares numa única semana para manter adependência da cocaínaNem o status econômico nem a situação profissional parecem ser uma barreira considerável para o uso dessa droga nos dias atuais24,3% dos trabalhadores adultos empregados e 15,3%dos adultos desempregados usam cocaína nos Estados Unidos. Entre 1975 e o começo dos anos 80, o uso decocaína também cresceu entre os estudantes secundaristas, mas essa tendência foi amenizada. No entanto, dado o fascínio associado à cocaína e a diminuição de seu preço, muitas pessoas temem que o uso da drogapossa se tornar ainda maior entre os secundaristas.
PADRÕES DE USO Muitos, se não a maioria, dos usuários de cocaína tomam a droga por finalidades sociais e recreativas. Normalmente ela é ingerida por via intranasal em festas onde as drogas, como o álcoole a maconha, também se fazem presentes. Um grupo menor de usuários consome a droga por razões mais específicasdiminuir o apetiteaumentar a energiaacabar com a monotonia e a depressãomelhorar a atividade e o desempenho normal de várias funções. A maneira como a cocaína é consumida mudou nos últimos quinze anos. Usava-se, anteriormente, a via de administração intranasale, em menor grau, a via intravenosa. Por volta de 1977 o freebasing com a cocaína entrou em cena, e um número crescente deusuários passou a preferí-lo. Mas o método de administração da droga predominante ainda é, de longe, a aspiração do pó. Entre os indivíduos que procuram tratamento para problemas causados pela cocaínacerca de 16% fumam cocaína25% injetam a droga; e 57% aspiram o póAlguns estudos indicam que fumar cocaína ou tomá-la por via intravenosa leva ao uso compulsivo mais rapidamente. Isso não significa que aspirarcocaína não resultará em uso compulsivo, apenas fará esse caminho um pouco mais devagar. Há indicações conclusivas de que a grande maioria das pessoas que usam cocaína teve experiências prévias com outrasdrogas, principalmente com a maconhaEntre os indivíduos que usam cocaína, 98% também usarammaconha. E também a frequência do uso da maconha parece estar relacionada com a probabilidade de uso dacocaínaQuanto maior a frequência com que alguém consome maconha, mais propoenso estará a usarcocaínaAlém disso, estes indivíduos consomem álcool e tabaco em quantidfade significativaDados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup indicam que as drogas mais frequentemente usadas em combinação com a cocaína são: álcoolmaconhatranquilizantesopiátos e anfetaminasRaramente o uso de drogas se restringe a um único tipo. A maior parte das pessoas que usa drogas psicoativas toma outras drogas, geralmente combinadas.

sábado, 10 de setembro de 2011

Vídeos de bullying na escola !


Jade se matou três dias depois de postar esse vídeo na internet.



Briga no colégio 2001  unidade de Jardim são paulo .





Briga , discussão  , ofensa etc !





Esse vídeo é uma forma de falar , comentar as coisas que acontece com adolescentes , praticado por outros adolescentes , que querem que , ele mude o seu jeito de viver , agir ..

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Bullying

O que significa BULLYING ?

O termo Bullying , tem  origem da palavra inglesa bully , que significa valentão,brigão.
Como verbo, significa ameaçar, amedrontar, tiranizar, oprimir, intimidar, maltratar. O primeiro a relacionar a palavra ao fenômeno foi Dan Olweus , professor da Universidade da Noruega. Ao pesquisar as tendências suicidadas entre os adolescentes , Olwewus descobriu que a maioria desses jovens tinha sofrido algum tipo de ameaça e que , portanto, bullying era um mal a combater. Ainda não existe termo equivalente em português, mas alguns psicólogos estudiosos do assunto denominam '' Violência Moral'' , ''vitimização'' ou ''maltrato entre pares''. uma vez que se trata de um fenômeno de grupo em que a agressão acontece entre iguais , no caso estudantes. Como é um assunto estudado há poucos tempo (as  primeiras pesquisas são da década de 1990.) cada pais ainda tem de encontrar uma palavra. em sua própria língua. que tenha esse significado tão amplo.



Ciberbullying : a violência virtual !




Na internet e no celular, mensagens com imagens e comentários depreciativos se alastram rapidamente e tornam o bullying ainda mais perverso. Como o espaço virtual é ilimitado, o poder de agressão se amplia e a vítima se sente acuada mesmo fora da escola. E o que é pior: muitas vezes, ela não sabe de quem se defender

 Todo mundo que convive com crianças e jovens sabe como eles são capazes de praticar pequenas e grandes perversões. Debocham uns dos outros, criam os apelidos mais estranhos, reparam nas mínimas "imperfeições" - e não perdoam nada. Na escola, isso é bastante comum. Implicância, discriminação e agressões verbais e físicas são muito mais frequentes do que o desejado. Esse comportamento não é novo, mas a maneira como pesquisadores, médicos e professores o encaram vem mudando. Há cerca de 15 anos, essas provocações passaram a ser vistas como uma forma de violência e ganharam nome: bullying (palavra do inglês que pode ser traduzida como "intimidar" ou "amedrontar"). Sua principal característica é que a agressão (física, moral ou material) é sempre intencional e repetida várias vezes sem uma motivação específica. Mais recentemente, a tecnologia deu nova cara ao problema. E-mails ameaçadores, mensagens negativas em sites de relacionamento e torpedos com fotos e textos constrangedores para a vítima foram batizados de cyberbullying. Aqui, no Brasil, vem aumentando rapidamente o número de casos de violência desse tipo. 

Nesta reportagem, você vai entender os três motivos que tornam o cyberbullying ainda mais cruel que obullying tradicional. 

- No espaço virtual, os xingamentos e as provocações estão permanentemente atormentando as vítimas. Antes, o constrangimento ficava restrito aos momentos de convívio dentro da escola. Agora é o tempo todo. 

- Os jovens utilizam cada vez mais ferramentas de internet e de troca de mensagens via celular - e muitas vezes se expõem mais do que devem. 

- A tecnologia permite que, em alguns casos, seja muito difícil identificar o(s) agressor(es), o que aumenta a sensação de impotência. 

Raissa*, 13 anos, conta que colegas de classe criaram uma comunidade no Orkut (rede social criada para compartilhar gostos e experiências com outras pessoas) em que comparam fotos suas com as de mulheres feias. Tudo por causa de seu corte de cabelo. "Eu me senti horrorosa e rezei para que meu cabelo crescesse depressa." 

Esse exemplo mostra como a tecnologia permite que a agressão se repita indefinidamente (veja as ilustrações ao longo da reportagem). A mensagem maldosa pode ser encaminhada por e-mail para várias pessoas ao mesmo tempo e uma foto publicada na internet acaba sendo vista por dezenas ou centenas de pessoas, algumas das quais nem conhecem a vítima. "O grupo de agressores passa a ter muito mais poder com essa ampliação do público", destaca Aramis Lopes, especialista embullying cyberbullying e presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria. Ele chama a atenção para o fato de que há sempre três personagens fundamentais nesse tipo de violência: o agressor, a vítima e a plateia. Além disso, de acordo com Cléo Fante, especialista em violência escolar, muitos efeitos são semelhantes para quem ataca e é atacado: déficit de atenção, falta de concentração e desmotivação para os estudos 

Esse tormento permanente que a internet provoca faz com que a criança ou o adolescente humilhados não se sintam mais seguros em lugar algum, em momento algum. Na comparação com o bullyingtradicional, bastava sair da escola e estar com os amigos de verdade para se sentir seguro. Agora, com sua intimidade invadida, todos podem ver os xingamentos e não existe fim de semana ou férias. "O espaço do medo é ilimitado", diz Maria Tereza Maldonado, psicoterapeuta e autora de A Face Oculta, que discute as implicações desse tipo de violência. Pesquisa feita este ano pela organização não governamental Plan com 5 mil estudantes brasileiros de 10 a 14 anos aponta que 17% já foram vítimas de cyberbullying no mínimo uma vez. Desses, 13% foram insultados pelo celular e os 87% restantes por textos e imagens enviados por e-mail ou via sites de relacionamento.